sábado, 14 de março de 2009

Terapia do Elogio

Acabo de responder uma mensagem que recebi de uma amiga, justamente conhecida no Orkut - vejam só! -, na qual procura-se despertar a sociedade para a iniciativa do elogio em cada progresso que se nos é visível. Seu título é o que uso para esta postagem. E acabei comentando com base na minha sensibilidade pessoal ao que, ao par de quem a originou, decerto. E agora estou aqui, partilhando a mesma de público.

Em várias sociedades contemporâneas, as pessoas não raro são viciadamente tímidas para elogiar, aplaudir e enaltecer quem faz, quem evolui particularmente... De público ou privativamente... Em nome talvez de um "coletivismo", de um "socialismo igualitário..." Mais hipócrita e acomodativos para os grupos tradicionalmente dominantes do que qualquer outra coisa... Como que sugerindo-se que progredir é simples obrigação e socializar é o ao social realizável é o fim e a razão de toda evolução. Como se todos nós devessemos ser considerados iguais...

Somos iguais coisa alguma...! Como quem não faz é igual a quem faz?! Como quem é acomodado é igual a quem é esforçado?! Como quem é convarde é igual a quem é herói ou heroína? Como quem permanece na ignorância é igual a quem a supera?! Não interessam os motivos...

Anos atrás, assistindo a uma apresentação maravilhosa do Coral de um hospital da cidade onde eu moro, ao final levantei-me para aplaudir de pé...! Estava no meio de uma platéia que era de aproximadamente 1000 pessoas... Ninguém acompanhou... E o espetáculo foi uma maravilha! Nao sei... Mas a atitude coletiva do grupo mostrou ao Coral quem é que lhe assistiu... E referenciou-se sobre a valia do esforço do grupo... Horrível...

A mentalidade de não elogiar muito alguém, "a não ser que seja do Governo" ou "coisa nossa" (porque o Governo "é nosso, somos nós"), inibe iniciativas de liderança em todas as sociedades. Em especial em populações nas quais as oportunidades de desenvolvimento são exíguas. Em meio ao que os esforços de superação da mesmice deveriam ser mais elogiados ainda do que onde as oportunidades são mais acessíveis a todos...

Enquanto o ser humano for egoísta, orgulhoso, vaidoso, irá fazer o "lobby" de grupismo. Para justificar sua acomodação, seu "cansaço de guerra", face às necessidades de esforço determinado a promover a qualidade de vida, não vai causar nada mais senão a apatia, o marasmo, o coletivismo entrópico. Enquanto o ser humano, esteja onde estiver, chegue de onde chegar, não assumir que felicidade própria não se resume mediocremente à realidade doméstica, municipal, ou provinciana. Ou mesmo à qualidade do que simboliza restritamente o elogio do coletivo, haverá abuso, desânimo, injustiça, insegurança, pobreza, e sudesenvolvimento. Sensação de despersonalização de valores individuais em nome de um demagógico imperativo coletivo...

A bandeira do Brasil nas mãos de um campeão de Fórmula 1 ou a Taça da FIFA nas mãos da Seleção Brasileira, ou mesmo um cidadão de estratos não privilegiados na Presidência da República, podem não significar nada mais do que símbolos ilusórios, símbolos postos ao bel prazer daqueles que, rebeldes ao reconhecimento e respectivo incentivo das realizações individuais ao seu alcance apresentadas, somente sabem enaltecer "o Poder". E não o fazer, o ser, o superar-se a si mesmo, o vencer...

Elogiar quem progride, publicar sua admiração, não é motivo de egoísmo, imprudência ou vergonha. É fator de ânimo aos potenciais latentes. Sem por isto ser desprezo ao senso do social... É fator de educação, gratidão e reconhecimento. Em especial daquilo que se faz, como uma obra de arte grupal e musical, em integração e promoção do amor à vida...

Este assunto é tão importante, e julgo tão necessário abordá-lo, que resolvi tratar dele aqui... Ter consciência do social é preciso. E ser social é também aplaudir, eloquentemente, quem faz por merecer a bem da felicidade geral... Mais ainda quando graciosamente...

domingo, 8 de março de 2009

Pelo Dia Internacional das Mulheres

Mulher...

Criatura da qual nenhum de nós esquece

Berço esplêndido do ser desde a concepção
Alicerce da vida já na gestação
Acalento natural de seio amor-nutrição

Beleza, doçura, destreza, afeição que aquece
Artesã social sobremaneira distinção
Atenta pura candura feita inteira emoção

Brilho humano inquietude que coração enobrece
Amiga fiel companheira inspira poema e canção
Adoradora de Deus no lar sustenta oração

Base a um grande homem é um feliz alicerce
Amorosa e altaneira transforma pedra em paixão
Aplicada e diligente sustenta em Alma e razão

Às mulheres que eu conheço
Às mulheres dos meus amigos
Às irmãs, filhas, sobrinhas
Às cunhadas, primas, comadres
Às mães solteiras e às casadas
Às guardadas e às desviadas
Às perdidas e abandonadas
Às doentes, sadias ou saradas
Às santas e às pecadoras desesperadas
As Mãos Santas de Maria as façam realizadas...!

Feliz Dia Internacional da Mulher 2009...!

Beijos!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mais Sobre o Orkut e Sítios de Relacionamento

Recebi, semanas atrás, uma reflexão de autoria de um professor de Informática preocupado em alertar à sociedade brasileira em especial sobre o que existe em torno do Orkut. Justamente tema que enfoquei em minha última postagem.

Ora, o bem intencionado autor acima mencionado afirmou que o propósito e o maior triundo do Orkut seria obter informações de uma classe privilegiada da população brasileira. Ao que apresenta a questão: “Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve?”. Seguida de comentários de que em outras culturas há hesitação em participar suas vidas e dados de intimidade de forma irresponsável e leviana, assim... E referindo-se ainda a telefonemas que participantes daquela comunidade virtual de relacionamento poderiam ou teriam recebido já, por conta de especulações de delinquentes, e outras tantas! Fala de exposição de contextos de vidas de titulares de perfis que publicam fotos de família, viagens, expõem recados e mais recados, referências patrimoniais e tudo o mais que podemos lá ver. Que, na maioria dos casos, jamais seria publicado pelas colunas sociais que mostram mesmo gente que realmente faz e faz a diferença! E não simplesmente quer ser sem jamais exercer o que de fato importa à construção e à defesa de valores econômicos e ou sociais de forma evidentemente compromissada. Descontado o que aparece acessória ou contingencialmente por, digamos, “carona”! E conclui recomendando aos incautos alienados e alienistas os cuidados que entende por bem adotarem. Para que não venham a ser objetos de planos de extorsão, seqüestro e outros delitos mais!

Bem, ele somente não comentou que, se o bandido ligar para extorquir dinheiro, você pode denunciar à Polícia e tomar providências outras que julgar necessárias. E tampouco que muito do que é apresentado em vários perfis do Orkut, e outros sites de relacionamento com assiduidade brasileira acima de qualquer outra, o é justamente devido à precariedade da população brasileira! E que a população brasileira muitas vezes ve-se na conveniência de participar de sistemas como Orkut e outros similares porque nele tem uma capacidade de integração social por potencial de comunicação compartilhada excepcional. Não raro suprindo assim deficiências da também brasileira mídia convencional, em nossas necessidades de interesse isento por defesa dos direitos individuais, normalidade democrática, ordem comercial e econômica e qualidade cultural presencial. Por vícios sociologicamente dados em decorrência de nossa condição e evolução histórica.

Ora, o que publicamos no Orkut publicaríamos na lanchonete, no local de trabalho, no círculo de vizinhança e onde mais temos acesso. E se acharmos por bem. Sites de relacionamento oferecem mesmo riscos de exposição. Mas o dia a dia também! Tanto na realidade da internet como na natural, estamos expostos a riscos os mais diversos. Cabe a cada um de nós ter o bom senso e não sermos ridículos ao ponto de querermos nos afirmar ali pelo que não conseguimos em nossas realidades naturais. Ninguém engana ninguém, ninguém é bobo, ninguém é tolo. Apenas pode estar ou ser sujeito temporário à ilusão, ou à distração! Muitas vezes admitida por esporte ou pedagogia! Cabe a quem de interesse expor o que se lhe interessa, de acordo com o que se lhe parece melhor. E viver, sem medo de interagir, sem medo de fazer viver. Sem perda de capacidade comunicativa essencial, num País em que a mídia é atrelada a Governo. E em que Governo não é necessária ou seguramente sinônimo de discernimento institucional, isenção político-administrativa, integridade e respeito pela democracia, pela família, pela livre iniciativa, pela livre negociação, pelo contribuinte, por consciência religiosa, e também por Deus...

sábado, 17 de janeiro de 2009

A Realidade das Amizades Virtuais!

Há anos tendo um perfil no orkut, e alguns em outros sítios de relacionamento internet nos quais tenho participação devido a alegações de interesse profissional, mais propriamente, verifico de vez em quando alguém referir-se a amizades virtuais como se elas não fossem reais.

Se começamos uma amizade convencionalmente dada através de uma carta ou de um telefonema que realizamos ou recebemos, jamais consideramos esta amizade irreal. No que temos exemplos, assim como de várias relações iniciadas pela internet, de casos que viraram até mesmo casamentos harmoniosos, sociedades empresariais, ou tão somente tomaram corpo no cotidiano além-computadores.

Ora, toda relação pessoal que se dá no campo humano, seja através do conhecimento presencial, seja através de qualquer outra forma, é real. E sempre será! Não sendo diferente, portanto, aquelas que honestamente se dão através da internet. Assim proporcionando às partes que delas participem relações de afeto, interesse, reconhecimento, trabalho e tudo o mais que possa se dar a bem. Nos mesmos níveis de envolvimento resultantes de qualquer outra forma de relação social.

Tanto no caso da internet como nos casos de cartas ou telefonemas, ou mesmo no de relações sociais dadas presencialmente, há riscos de falsidade de identidades, propósitos e responsabilidades econômicas e sociais. Também presencialmente temos falsificação de identidade e documentos - a chamada penalmente falsidade ideológica.

Entretanto, devemos ter em conta que uma relação social que se dá num sítio de relacionamento é, em geral, precedida de uma análise de perfil de uma ou das duas partes. Em que cada participante tem a faculdade de apresentar-se e de reconhecer ao outro. De forma que, em havendo honestidade de propósitos e maturidade no proceder, as amizades constituídas nos sítios de relacionamento nos proporcionam, assim, muito menos chances de frustrações do que algumas outras formas espontâneas de desenvolvimento.

Portanto, quem não considera as chamadas amizades virtuais como amizades reais, de fato está se iludindo quando ao valor que elas de fato representam. Amizades constituídas em sítios de relacionamento internet podem ser justificadas por: apoio moral a pessoas com interesses afins; interesse em interação pessoal específica entre as pessoas; interesse político, profissional ou religioso; relações geopolíticas; relações familiais; e mais alguns aspectos eventualmente aqui não englobados! Mas jamais de forma irreal!

Assim, temos que o que é saudável considerar é que amizades "virtuais", de fato, são amizades reais. Assim como temos amigos ou colegas de estudo, profissão, religião, trabalho ou vizinhança, compatriotas e conterrâneos, dentre os quais temos alguns com maior e outros com menor intensificação de interação pessoal, nos sítios de relacionamento é a mesma coisa! Não devemos por limites a que estas amizades tomem corpo no nosso cotidiano natural, para não incorrermos num vício patológico de ilusão. E para que tenhamos proveito efetivo e real de tudo o que praticamos. Quem faz amizade em sítios de relacionamento internet apenas para especular, brinca com a própria vida e com a alheia, sem dar-se ao devido respeito pelas respectivas felicidades. Ou ao menos engana-se quanto ao que precisaria providenciar a bom termo, para que participe da vida com qualidade. Sejamos felizes! Com todos os cuidados que devemos ter normalmente, sejamos felizes! Amizades dadas em sítios de relacionamento não raro são valiosas como soluções de qualidade de vida! Mesmo que, como em todas as demais formas, também envolvam riscos, ao que devemos apenas e atentamente identificar quem se nos apresente. Admitindo o estreitamento de laços interpessoais com a objetividade e a segurança recomendáveis em qualquer situação.

domingo, 23 de novembro de 2008

Casamento, Emprego, Gastos, Sexo e Opinião...!

Estive há pouco respondendo a uma amiga que tenho em virtude do Orkut. Sobre uma mensagem que dela recebi referindo-se à influência da opinião de terceiros nas decisões e na vida de muitos de nós. Do que resolvi que este seria o tema para a minha postagem do blog, sobre o que estava atinando há dias. Veja só, ainda que com algumas modificações, aonde acabei chegando!

Esta influência, respondi, é um reflexo de nossa insegurança, que somente se faz presente pela nossa ignorância! Tanto mais quanto somos alienados em relação aos valores do que fazemos! Deus nos recomenda, entre Seus vários conselhos bíblicos, que devemos usar a mente para filtrar tudo o que o coração nos pede, todos os seus impulsos. E então, somente após a aprovação da razão, prosseguirmos no que de primeiro momento se nos é atraente e agradável. Não raro interessante pelo "cansaço da vida", que não deve ser vista por nós senão que como algo a ser bem superado. Nesta fase pré-passagem curta e que deve ser certa! Mas a opinião alheia não deve mesmo ser, idealmente, o fator decisivo de nossos passos! Para o que, devemos ter sempre o entendimento a respeito do que é a nós essencial... Entendimento, um dos dons do Espírito Santo...! O Espírito da Vida...! Este Espírito que faz-nos esperançosos, e do Qual somos Tabernáculos Corpos, jamais foi, é e será inconseqüente! Quem blasfemar contra Ele, jamais será perdoado. Embora o possa ser se por distração blasfemar contra o Pai ou o Filho Redentor do Mundo, da humanidade toda que Lhe abraçar ou abraçou!

Assim, muitas vezes o comodismo pela insatisfação temporal com as dificuldades desta vida, à qual somos material e interdependentemente ligados, tende a levar-nos querer como que sair deste plano consciente e “ir para o Céu”. Casualmente, estive refletindo hoje sobre o prazer sexual, veja só... E com estas palavras: quando as pessoas chegam ao prazer sexual ideal, é como se estivessem saído da nossa realidade terrena, rumo a algo superior e inalcançável aqui; como se fossem desligadas de tudo o que não agrada ou dificulta a vida na Terra! Como se de fato saíssem deste Mundo rumo a outro sem problemas de quaisquer naturezas, não é? Pois é! Então, com isto podemos concluir que uma das razões pelas quais a maioria das pessoas envolve-se sexualmente com outras, ainda que sem compromisso, é nada mais nada menos que simplesmente A FUGA DOS PROBLEMAS, DA REALIDADE DA VIDA, não é? Um prazer, sem dúvida agradável se obtido com amor e respeito. Mas um dano, se desprovido de compromisso de sustentabilidade a uma felicidade digna da consciência sobre a dependência pessoal e a responsabilidade que isto acarreta...

Ah! se uma grande multidão de pessoas que praticam sexo livre parasse para pensar nisto, atendo-se a que ao procurar o sexo na realidade procuram uma fuga ilusória da guerra que é esta curta vida! E da qual somente se liberta com a passagem digna para "uma melhor" condição! Após termos, cada um de nós, desempenhado bem nossos papéis, nossas missões! De prepararmo-nos – afortunadamente lembrando lemas do escotismo, veja só!!! - "o melhor possível" e "sempre alerta" para sermos cônscios e felizes em plenitude! Naquela Plenitude que todos almejamos corresponder um dia, no fundo dos nossos corações, quando poderemos curtir eternamente a Bela Vida que nos prometeu o Senhor, o Santo...!

Isto não nos impede de termos felizes realizações aqui, inteligentemente estabelecidas de acordo com a harmonia que a vida exige e faculta a que tudo o que nela se faça seja estável e fruto de perpétua e plena felicidade...! Claro que compreende-se a natureza das pessoas e a relação salutar entre os casais, entre os cônjuges a bom termo entre si compromissados e mutuamente dedicados. E que o amor conseqüente faz parte da vida e concorre à sua continuidade estável e harmoniosa!

Mas temos em conta, devidamente, a realidade de que, ao mesmo tempo em que o prazer proporcionado pelo sexo momentaneamente pode nos fazer como que viver um outro estado de vida, traz também certos vínculos... A prática sexual como que atrela-nos relativamente à matéria. Fazendo com que aquele momento em que somos como que projetados para fora do Planeta seja também um momento que nos aprisione a este... Porque tende a tornar-nos dependentes reincidentes. Não raro gravemente, afetando-nos profundamente no âmbito das nossas relações emocionais e sociais... Sem a experiência sexual, não conhecemos o momento físico que nos envia para um “estado novo” e superior. Estado pelo qual podemos também evidenciar quão sagrado é este laço de relação entre um homem e uma mulher. E que por isto amparado pela condição conjugal a bom termo sustenta a integridade afetiva e moral dos praticantes. Assegurando-lhes o necessário à auto-estima, dignidade e ordem pessoais e sociais.

Sem a experiência sexual, entretanto, mantemo-nos, por outro lado, mais independentes da carne, da matéria, do Mundo. Ficamos como que livres para vivenciar e testemunhar com melhor independência o Espírito e a Sabedoria. Com menos amarras à Terra, e muito mais livres para vivenciar os Céus, “Aquele Local” que, não apenas por um momento que passa rápido, mas eternamente, já hoje, é não simplesmente um “outro mundo sem problemas”, mas o Reino de Todos os Mundos, eternamente em paz, o Reino de Deus...

Bem, que a opinião pública e de toda a sociedade é um fato, e que ela tem sua importância e reflete a aprovação ou a reprovação do que se faz, sem dúvida não se nega. Que o sexo é importante para a preservação das espécies, da mesma forma. A decisão de fazê-lo ou não a bom termo, respeitando todas as vidas a isto vinculadas, e zelosamente a bem da felicidade em plenitude, tem uma dimensão ímpar e sagrada, tem também sumo valor. E afeta a auto-estima e a dignidade de todos os que são por isto alcançados. Casar com quem você achar por bem, cuidar de sua aparência, usar ou não roupa de grife, cultuar ou não a Deus, sermos religiosos consagrados ou simplesmente leigos de fé, freqüentar ou não um evento social, assumir ou não um “bom emprego”, e tudo o que devemos resolver, depende, em última instância, da nossa própria opinião. De nossa compreensão, de nossa própria formação. Por mais que possamos ser aprovados ou criticados, sempre o seremos pelo que tivermos decidido nós mesmos. Sejam quais forem as referências que tivermos adotado para decidir o que fazer...

Ao que é bom sempre lembrar o que não me canso de fazer: a frase do Frei Junípero Serra, Beato e Apóstolo da Califórnia, herói da história dos Estados Unidos: “SEMPRE AVANTE, JAMAIS RETROCEDER”. Nunca é demais pensar sempre nesta “boa opinião” antes de tudo o que nos pusermos a fazer...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

“CALMA QUE O BRASIL É NOSSO”...?!!!!!!

Já foi nosso...!

Ao menos se olharmos para nosso patrimônio material ou o lucro de suas atividades, não é o Brasil hoje tanto nosso quanto já foi até..., por exemplo..., décadas atrás...

Somente duas ou três referências para ilustrar: praticamente 50% da Petrobrás não pertence mais a “brasileiras e brasileiros”, mas a “estrangeiras e estrangeiros”; cerca de 30% das maiores propriedades rurais do nosso imenso Brasil também já não nos pertencem; inúmeras geradoras de energia hidrelétrica encontram-se adquiridas, nos termos da Lei, por não nacionais; e o mercado de trabalho especializado e de nível superior, diferentemente do que é dado em outros países de economia de mercado, vem sendo ocupado por nascidos em outros Países, sequer procedentes do Porto... Sem contar os inúmeros casos de estabelecimentos comerciais e industriais de diversos portes, adquiridos ou estabelecidos por estrangeiros, com capital estrangeiro, e priorizando o destino do lucro e a geração de oportunidades de desenvolvimento pessoal e emprego para os seus apadrinhados...

Bem, assim, o velho chavão usado por nossas “boas e velhas lideranças” para conduzir nosso pacato País em ordem – a tal: “Calma, que o Brasil é nosso!” - não é mais uma realidade nacional a qual se possa tomar como referência à atenção de nossos compatriotas, natos ou admitidos nas mais diversas condições e justificativas...

Temos brasileiros e brasileiras orgulhosos de terem como empregadores empresários e grandes empresas estrangeiras: emprego mais estável, condição socioeconômica mais segura, ambiente de trabalho mais sério. Em que a premissa: “Tempo é dinheiro” é levada a sério de verdade... Além do que se deve considerar quanto à capacidade científica e tecnológica de trabalho e ao espírito de equipe. Consciência de interdependência e respeito, nem se discute..!

Bem, bom ou ruim? Se não perdemos a soberania, pela qual, em casos de calamidade pública, como também por lá, o Estado tem direito e poderes para dizer o que se faz com o que existe por aqui, é evidente que isto trouxe um maturamento de nossa sociedade. Sejam nossos externos investidores chineses ou americanos. E isto afetou o desempenho, o interesse e a reputação de empresários, governantes e mesmo de religiosos desta terra não raro apontada como “A Grande Fazenda”...

Preponderantemente influenciado pelos poderes socioeconômicos da nossa classe ruralista, conforme nos é evidente pela simples análise de nossa evolução, o Brasil é agora, patrimonialmente nosso, uma fazenda menor do que antes. Usinas hidrelétricas e estatais de telecomunicações e transporte construídas na época do “Regime de Exceção de 1964”, então fatores populares de ânimo e orgulho nacionais, não são mais garantia de austeridade nacional. Devido a entraves socioeconômicos que afetaram a capacidade de capitalização e desenvolvimento sustentável de parte inestimátivel de nossas lideranças econômicas em potencial. Pela precariedade de nossa cultura (e da nossa seriedade democrática, idelológica...), da nossa praticidade e nosso discernimento para com o respeito devido à livre inciativa e ao que de caras referências institucionais realmente valiosas, fizeram com que chegássemos a este contexto...

O Brasil, sob o espúrio enfoque de que tudo é de todos, não aprendeu ainda a valorar lideranças. Ao contrário, a reduzí-las a um lugar comum socializado em nome de uma condição que não existe e nunca existirá. Confundindo-se inconsequentemente eqüidade com igualdade. Pura demagogia, iinfeliz hipocrisia, ledo engano, ilusionistas em fuga do real. Em nome de um poder jamais alcançável. Em falso nome da defesa da ordem social, muitos líderes em potencial foram alijados em suas capacidades de construção e defesa de uma nação mais soberana do que somos hoje, e do que fomos no passado recente. Quando nossas esperanças de futuro brilhante eram depositadas em planos diferentes de um Plano Funaro ou de um Plano Real. Mas na vida real, caminhada com respeito pelo conhecimento, pela caras nos livros, pelas iniciativas responsáveis, com os pés no chão...

Assim, agora, caras concidadãs, caros concidadãos, de não podemos ter como antes “calma porque o Brasil é nosso”, fiquemos espertos e façamos por onde, para “irmos em frente porque atrás vem gente...”

Você votou em quem? Para fazer o quê por nós? Construir pontes, reformar estradas? Fazer uma escola profissionalizante? Um campo de futebol? Para você trabalhar como e pra quem? Bem, você pode pensar num emprego estável se conseguir uma boa vaga através de um concurso público, não é? Assim, o seu grande empregador poderá ser brasileiro... Civil ou militar... Com certeza, no Estado você terá democracia por excelência, e terá o maior respeito de nossa sociedade por isto, não é...?

domingo, 14 de setembro de 2008

BRASIL - SETEMBRO DA BÍBLIA E DA PÁTRIA

No Brasil, setembro é mês da Pátria. Para os católicos, senão ainda a maioria dos cristãos, também mês da Bíblia.

Ambas comemorações são dadas em virtude do que seus valores representam para a liberdade: independência política e libertação integral do ser humano ao que se lhe é aprisionador a sua felicidade integral.

A independência política respeitante às condições nacionais de determinar geopoliticamente o que a população brasileira a bom arbítrio pode escolher dentre as opções que tem para construir suas condições de vida e as prioridades socioeconômicas do nosso País. De nossa Nação, cujos valores de desenvolvimento e formação cultural são lastreados nas premissas da doutrina e da fé cristãs que prega o amor a Deus sobre todas as coisas e a fraternidade humana.

Para ambas condições, o exercício individual e social do que se nos é pertinente defender implica, para sua realização com qualidade e segurança institucional, em que seja feito com conhecimento de causa e condições. O que conduz, necessariamente, a que cada cidadão brasileiro, e cada cristão aqui em apreço, conheça seus deveres e direitos, suas capacidades e sua ordem institucionais. Tanto nacionais quanto religiosas.

Conhecer tais valores sugere conhecimento de nossa Constituição Federal, de cada Constituição Estadual respectivamente a nossas atividades concernente, das equivalentes Leis Orgânicas e dos Códigos de Conduta dos Municípios. E também das demais normas legais existentes. No campo religioso, dos valores representados pelos ensinamentos disponíveis na Bíblia e nos demais documentos doutrinários da Igreja. Pois, que a manifestação e a revelação divina não são limitadas no tempo e no espaço apenas pelo que temos registrado na Bíblia, o livro básico de todos os cristãos.

Conhecer as referências acima mencionadas a nós proporciona vivermos cônscios de todos os esforços feitos e organizados para com a nossa qualidade espiritual e socioeconômica de vida, e nossa respectiva autodeterminação. E nos assegura uma condição tal de discernimento, pela qual obtemos esclarecimentos e satisfação sobre nossa origem e evolução. Como brasileiros e como seres humanos feitos à imagem e semelhança de Deus.

Neste contexto, procurar dedicar atenção e tempo a isto é essencial a que possamos participar de forma integrada no processo de defesa e promoção dos nossos interesses e de nossa qualidade pátria e pessoal de vida. Não fazê-lo, entretanto, mantém-nos alienados a uma realidade social histórica e presente, da qual fazemos parte e na qual temos uma importância essencial, cada um de nós. Cada um de nós é importante a nós todos, sem exceção. E cada um de nós já fez ou poderá, a qualquer momento fazer, "a diferença". No que diz respeito ao que é importante fazer por si, pela Igreja e ou pela Nação em seu todo considerada. E assim também produzindo reflexos no Continente e no Mundo todo, de acordo com a dimensão representada pelos haveres em que estivemos, estamos ou estivermos inseridos.

Ultimamente, temos visto manifestações de vários expoentes culturais de nossa população, nas quais manifestam-se como que gritos de alerta e de chamamento de atenção à nossa realidade moral e cívica. Num crescendo evidente, demonstrando que nosso presente e nosso futuro não é e nem deve ser posto "no Governo" em si... Mas na ação efetiva e solidária de cada um de nós, brasileiros e brasileiras. Preponderantemente cristãos, mas conjunturalmente afetados por uma realidade que mostra-nos débeis como um todo em relação a isto tudo...

Isto inclui civis e militares, e eclesialmente leigos e religiosos consagrados. Somos todos interdependentes, numa sociedade multidisciplinar, e pluralista em consonância com a dinâmica realidade da humanidade e da vida universal. Que envolve a cada um de nós, por menos ou mais privilegiado que se estime seja, efetivamente ou não. Nos casos reconhecidamente mais favorecidos, maior responsabilidade moral e cívica ainda. Responsabilidade moral e cívica também segundo a realidade tratada pela Teologia, em meio leigo e em meio eclesial. O trato democrático do desenvolvimento humano se dá pelo vigor do diálogo equânime entre todas as partes de interesse. Sem sobrepujamento de condições, com a preservação das condições ideais ao livre arbítrio, à livre negociação...

Se enfrentamos uma crise institucional nunca vivenciada no Brasil antes, de fato reconhecida pelo desrespeito evidente da dignidade pública e privada, individual ou social, isto se dá pela falta de seriedade crescentemente experimentada por nós. Sofrida por cada um e por todos nós juntos, no descalabro da inconseqüência pessoal, dos abusos de poder econômico e político, e da irreverência doutrinária ao que temos como referências de ordem moral pública e religiosa.

Aberrações escandalosas de toda ordem, ativismo bairrista e ilusionista, falso protecionismo, indiferença e usurpação da qualidade essencial nas relações interpessoais. E um outro sem número de adjetivos que poderíamos mencionar, que mostram-nos que estamos ficando como que um pau oco, ou uma árvore com "casca grossa" e cerne cada vez mais fraco. Que tem feito de nós, brasileiros histórica e preponderantemente cristãos, gente de reputação fraca, cada vez mais nada ou pouco ilibada, fragilizados comercial e patrimonialmente, e inseguramente infelizes e preocupados conosco mesmos, e com adversários e ou com o inimigo maligno que a todos os seres humanos rodeia para desde já levar-nos a todos a uma vida de Inferno...

Brados retumbantes têm sido dados há anos, senão décadas. Mas pouco se tem visto de respostas fortes dos filhos, e portanto assim irmãos, também ditos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, desta mãe gentil, pátria amada Brasil...