sexta-feira, 8 de maio de 2009

Honra ao Mérito: Plantar e Colher, é Só Fazer...

Refletindo sobre a qualidade de vida brasileira atual, dedicando atenção a buscar as origens da mesma, verificamos uma série de conexões lógicas. Sem sombra de dúvida, e à luz do dia, podemos reconhecer, numa análise comparada com as realidades de alguns outros povos, que realmente temos muito a ver com o que vivemos atualmente.

Instituições, legislações, parlamentos, poderes públicos, potências econômicas privadas, religiosidade praticada, tudo a ver com as precariedades que atualmente vivemos em educação, eficácia institucional, emprego, estabilidade econômico-financeira, exercício da cidadania, fé declarada e professada, progresso, prosperidade, respeito, sustentabilidade ambiental natural e social, e qualidades outras que nos levam ao diagnóstico da nossa qualidade nacional em vários aspectos vista.

Plantamos para colher. E quando não o fazemos, o mato cresce, as pragas proliferam-se livremente. Pior ainda, quando plantamos o que é mal, o mal colhemos... Quando não exercemos os tratos culturais do que plantamos, ou zelamos dos nossos quintais e nossos campos, o que é trazido pelo vento é o que se planta e em nossos campos cresce... Se somos preguiçosos ou tímidos para defender a qualidade do que possuímos ou somos, em nossos domínios se desenvolve o que nossa displicência favorece.

Sendo deseducados – inversamente à educação que recebemos – somos piores do que seríamos, em caso de educação de qualidade; muito piores, em caso de educação precária; ou mesmo melhores, se por acaso fomos educados para o mal e acabamos despertando e seguindo os meandros do que é bem... Neste caso, um privilégio pessoal advindo de uma Messe que vive não somente para compensar diretamente aqueles que nela bem semeiam...

Plantamos felicidade, colhe-se felicidade; plantamos a desordem, colhe-se desordem, a começar em nossas próprias almas e mentes... Pois, o Senhor confunde os ímpios e os iníquos...

Se, ao final de nossas vidas terrenas, ao olhar para o que fizemos na Messe, concluirmos que plantamos com amor, que plantamos essencialmente o bem – e isto é inconfundível -, como tudo o que é bom provém dos filhos de Deus, certamente após nossa passagem para a vida em integral plenitude ceiaremos com o Senhor. Mas, se então olhando para trás, virmos que o essencial do que fizemos foi plantar o mal, o mais provável é que com o Senhor não poderemos sentar para a ceia... Então, somente nos restará a fome dos que destruiram a vida na Messe...

O mérito ao que tivermos honrado será o mérito a nós alcançável... Plantemos o bem, e asseguremos nossa vaguinha na Ceia Eterna dos Justos. Mas, lembremos, da qualidade com a qual plantarmos até mesmo o bem resultará a qualidade de nossa parte na ceia dos de bem. Por isto, procuremos sem timidez, intrépidos como recomenda O Todo Poderoso Criador do Céu e da Terra e de tudo o que neles há, plantar com qualidade tudo o que podemos plantar na Messe, na Terra... E também nos Céus – podemos orar pelas Almas dos que passaram e ainda não estão puras para o Paraíso... E pelos dos Céus que são ultrajados na Terra, confortando-os assim, a Todos... Para o que, para plantarmos bem a fé, a sabedoria e a vida, no verdadeiro amor por Deus e pelo próximo, devemos procurar conhecer tudo o que nos capacita ao plantio... Primariamente, o que nos legou o Senhor através das Sagradas Escrituras. Para o que precisamos também procurar saber ler corretamente, e ter as mais sagradas bençãos do Espírito Santo. Para sermos seus verdadeiros e indeléveis Templos Humanos a Ele agradáveis. Em todas as horas que estivermos vivendo... “Procurai as ciências e a sabedoria.”...

Acabei fazendo uma matéria de valor universal...!

sábado, 18 de abril de 2009

Apagão, "Black-out" ou falha da... "Light"?

Há anos, nós, brasileiros e brasileiras de norte a sul do País, estamos experimentando viver inúmeros e supreendentes apagões. Falhas de abastecimento de energia elétrica. A maioria das quais passageiras, rápidas, e sem explicações técnicas convincentes de que o sistema elétrico nacional nos assegura uma estabilidade no serviço... Ao menos no interior do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste...

Bem, projeções as mais diversas têm sido feitas em função destas ocorrências. Uma delas a de que estas falhas podem não ser necessariamente defeitos. Mas propositais, subversivas... Criminosas, criminais... Elas têm ocorrido, de modo impressionante, coincidentemente ao desenvolvimento de certas abordagens socialmente realizadas entre concidadãos livres e não propriamente "do contra" ou dos "Contras"... Tampouco relacionados às FARC, ao Partido Comunista do Brasil ou a qualquer outra entidade de esquerda, estima-se... Incidem quando cidadãos de bem, que respeitam a liberdade e prezam a serenidade na avaliação dos interesses socioeconomicos, tratam precisamente de assuntos da maior importância, de forma independente do Estado. Não raro mesmo considerando uma boa e salutar interação com ele, Estado - Governo. Em suas alçadas municipais, estaduais e ou federal...

De forma perturbadora à sensação de segurança institucional e à moralidade política e social, isto vem como que chamando a atenção de todos os vitimados...

Só falta isto não ser mesmo defeito, mas confirmadamente praticado por grupos intermediários de especuladores como que infiltrados no sistema regular de poder público, de interesse público e assim amparado pela Constituição Federal - e de forma alguma por qualquer outra por ela não amparada... Como que desrespeitando a ordem imposta pela Lei e pelo desenvolvimento nacional sustentado por todos aqueles que, de fato, exercem e respondem efetivamente pela defesa da nossa normalidade democrática. Em especial aqueles que indelevelmente são realmente nossa verdadeira Inteligência...

Atenção, Brasil...! Atenção, concidadãos brasileiros e brasileiras...


domingo, 12 de abril de 2009

Sexo Seguro é Sexo-Fidelidade Conjugal...

Acabo de abrir o blog de um amigo da Comunidade Canção Nova. O que vejo como postagem de topo? "A máscara mundana do 'sexo seguro'." Mais uma matéria abordando a falsa segurança do sexo praticado com uso de preservativos.

Dias atrás, li outra matéria sobre o assunto, publicada em blog de uma comunidade americana em que tenho participação. Relatando graves estatísticas e sérias referências técnicas acerca da realidade da sociedade americana por decorrência disto.

O Governo dos Estados Unidos tem praticado, ao longo de décadas recentes, uma política como que de estímulo ou tolerância à prática do sexo seguro entre a juventude. O "safe-sex". Tomando por base o uso dos preservativos sexuais masculinos, e recentemente também considerados os femininos...

Bem, venho há dias refletindo sobre a probidade de publicar algo por aqui. E hoje acabei decidindo, frente ao crescimento do problema de forma distribuída cada vez mais preocupante na sociedade.

Não vou estender-me muito, apenas mencionar alguns aspectos da matéria americana que deixaram a população americana surpreendida: pela matéria, cerca de metade das jovens negras na faixa etária entre os 13 e os 20 anos tem alguma forma de doença sexualmente transmitida, mesmo com o uso dos preservativos. Entre as jovens brancas da mesma faixa etária, uma em cada quatro está vitimada na mesma condição.

O relatório ataca a política social do Governo dos Estados Unidos, no tangente a este assunto, e registra que, dentre várias doenças sexualmente transmissíveis (DST), há algumas, como a candidíase e a sífilis, que são transmitidas mesmo com o uso dos preservativos. Pelas características naturais de seus agentes patogênicos em relação com as operações de utilização dos preservativos. A própria AIDS também não deixa assim de ser transmissível...

De forma que temos um quadro delicado em que a sociedade em que vivemos tem responsabilidade pelos danos decorrentes de uma covarde e inconseqüente postura no campo da educação sexual e dos costumes. Expondo assim a toda a população ao risco da degeneração sanitária em prejuízo de nossa qualidade de vida...

Quem mais se aproveita disto, no saldo final dos prejuízos, é quem nada tem a perder com os danos causados. E aqueles que vivem do mercado de preservativos, medicamentos e saúde humana... Muitos dos quais também vitimados por um processo cultural no qual se valoriza mais o ver TV que o ler, o "ouvir dizer" que o saber, o "levar vantagem em tudo" que o amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo...

Assim, sexo seguro continua sendo o sexo-família fiel. Sexo embasado no discernimento do amor e da fidelidade conjugal, conseqüente, responsável, solidário à felicidade de cada pessoa com a qual convivemos, e gostaríamos de ver sempre feliz e saudável. Mesmo nesta terra.

O Céu é o limite dos que amam, mas temos o dever de mantermo-nos vivos...

Paz e saúde, e paz...


quinta-feira, 2 de abril de 2009

Que Admiração eu Tinha Pela Legislação Ambiental...!

De família com ascendências econômicas ruralistas, tanto materna quanto paternalmente em origens essenciais, potencial herdeiro de propriedades rurais, e cidadão “da Grande Fazenda” como não raro alguns colunistas mencionam o Brasil, desde minha adolescência considerei a possibilidade de um dia vir a tornar-me também eu um produtor rural. E por isto desde os 13 anos aproximadamente dedico-me a conhecer e estudar tudo o que posso sobre Agronegócios.

Efetivamente, adquiri livros, assinei diversas revistas técnicas, participei de eventos de formação científica e tecnológica do setor, pratiquei a agropecuária sempre que de oportuno, vivendo, enfim, a realidade do setor. À medida em que as oportunidades eram a mim propícias. Dentre o que a própria vivência em ambientes também da família.

Bem, no âmbito das iniciativas que tomei, conheci também a legislação ambiental brasileira. A qual conheci ainda nos tempos do regime de exceção de 1964. Quando conheci também a primeira Constituição da República que pude estudar. Não seria por estar sob um regime de exceção que eu não iria procurar reconhecer o que havia. E assim conheci também algumas normas de defesa ou preservação do meio ambiente. Como as que regem as distâncias que devem ser mantidas incólumes junto a nascentes e demais recursos hídricos.

Achava aquilo uma maravilha! Mais do que leis, reconhecia, e reconheço, tais parâmetros como verdadeiros manuais de segurança do patrimônio natural! E tinha grande admiração por aquele material, e por quem de sua respectiva autoria! Acreditava que o meio ambiente brasileiro estava com futuro assegurado, e que o Brasil sempre seria bonito e saudável em seus campos e propriedades rurais. Como via em filmes e vejo hoje também em apresentações dinâmicas distribuídas pela Internet - “Power Point” -, ilustrações de belas regiões de mananciais em países desenvolvidos de diversos continentes. O que vi ontem assistindo uma delas. Que águas limpas, que segurança, que ar puro, quanta harmonia! Um espetáculo da racionalidade, de bom senso humano!

Entretanto, à medida em que fui evoluindo e tomando conhecimento das oportunidades de desenvolvimento socioeconomico nacional, fui verificando que muitos de nós estávamos crescendo destruindo tais bases de sustentação dos recursos naturais. Recursos humanos destruindo as raízes de seus recursos naturais. Uma aberração, um escândalo, uma vergonha... Como pode o homem querer dispor de água, se destrói o que a mantém?

É verdade que tomei conhecimento que em alguns países desenvolvidos, ao ser desconsiderada a natureza ambiental, a natureza humana pagou caro. Mas também que por lá foi interrompido este processo destrutivo ciliar.

Como estamos hoje, bem o sabemos... O aquecimento e o resfriamento global, aparentemente antagônicos, são agora sintomas interrelacionados... Pois a água que evapora mais por causa do aquecimento não é jogada no espaço sideral. Mas redistribuída no Planeta em que vivemos como que ao sabor dos ventos. E o gelo que derrete nos polos afetando o mar conforme as marés...

A humanidade, em sua maioria declaradamente de fé, pode ainda exercer esta graça, este dom, resignando-se a uma conduta humilde, inteligente e prudente. Tanto ao que pratica na natureza biológica quanto ao que pode praticar por sua natureza espiritual. Sim, orando e laborando - “Ora et labora.”. Temos exemplos bíblicos ricos de que o Senhor da Honra e de todas as coisas já respondeu a atitudes dos homens de fé por Ele orientados, após específicos períodos de crises decorrentes de desorientação nos costumes, e conseguiram com isto bençãos extraordinárias. Hoje não é diferente a condição. Mas devemos ser práticos, todos...

Jesus orava, e orou até quando expirou seu último suspiro. Ressuscitando no terceiro dia, o Messias dos Judeus, o Varão da Casa de Davi. Se o confessamos, porque não orarmos varonilmente também nós? Orarmos e trabalharmos... Sim, sem desperdiçarmos absolutamente nada do que realiza a natureza... Lembremo-nos, e admoestemo-nos, mutuamente, de que devemos considerar tudo. Tendo como referência os epísódios de multiplicação dos pães e dos peixes. Após todos estarem saciados, recolheram as sobras, em doze cestas... Para que? Para aproveitá-las, todas.

Jesus e Seus Discípulos não jogavam no lixo o resto dos alimentos não consumidos. Ele até mesmo recomendou que não se dessem as migalhas dos pães aos cachorrinhos... Aproveitar tudo o que a natureza produz, sem pormos a perder o que pudermos defender, é exercitar a inteligência – dom que nos difere das demais criaturas da Terra...

Eu continuo tendo admiração pela legislação ambiental que rege a preservação de nascentes e mananciais brasileiros. Mas tenho menos por aqueles que pensei um dia teriam, como eu, reverência a ela... Mas respeito a ambos. Questão de consciência...

sábado, 14 de março de 2009

Terapia do Elogio

Acabo de responder uma mensagem que recebi de uma amiga, justamente conhecida no Orkut - vejam só! -, na qual procura-se despertar a sociedade para a iniciativa do elogio em cada progresso que se nos é visível. Seu título é o que uso para esta postagem. E acabei comentando com base na minha sensibilidade pessoal ao que, ao par de quem a originou, decerto. E agora estou aqui, partilhando a mesma de público.

Em várias sociedades contemporâneas, as pessoas não raro são viciadamente tímidas para elogiar, aplaudir e enaltecer quem faz, quem evolui particularmente... De público ou privativamente... Em nome talvez de um "coletivismo", de um "socialismo igualitário..." Mais hipócrita e acomodativos para os grupos tradicionalmente dominantes do que qualquer outra coisa... Como que sugerindo-se que progredir é simples obrigação e socializar é o ao social realizável é o fim e a razão de toda evolução. Como se todos nós devessemos ser considerados iguais...

Somos iguais coisa alguma...! Como quem não faz é igual a quem faz?! Como quem é acomodado é igual a quem é esforçado?! Como quem é convarde é igual a quem é herói ou heroína? Como quem permanece na ignorância é igual a quem a supera?! Não interessam os motivos...

Anos atrás, assistindo a uma apresentação maravilhosa do Coral de um hospital da cidade onde eu moro, ao final levantei-me para aplaudir de pé...! Estava no meio de uma platéia que era de aproximadamente 1000 pessoas... Ninguém acompanhou... E o espetáculo foi uma maravilha! Nao sei... Mas a atitude coletiva do grupo mostrou ao Coral quem é que lhe assistiu... E referenciou-se sobre a valia do esforço do grupo... Horrível...

A mentalidade de não elogiar muito alguém, "a não ser que seja do Governo" ou "coisa nossa" (porque o Governo "é nosso, somos nós"), inibe iniciativas de liderança em todas as sociedades. Em especial em populações nas quais as oportunidades de desenvolvimento são exíguas. Em meio ao que os esforços de superação da mesmice deveriam ser mais elogiados ainda do que onde as oportunidades são mais acessíveis a todos...

Enquanto o ser humano for egoísta, orgulhoso, vaidoso, irá fazer o "lobby" de grupismo. Para justificar sua acomodação, seu "cansaço de guerra", face às necessidades de esforço determinado a promover a qualidade de vida, não vai causar nada mais senão a apatia, o marasmo, o coletivismo entrópico. Enquanto o ser humano, esteja onde estiver, chegue de onde chegar, não assumir que felicidade própria não se resume mediocremente à realidade doméstica, municipal, ou provinciana. Ou mesmo à qualidade do que simboliza restritamente o elogio do coletivo, haverá abuso, desânimo, injustiça, insegurança, pobreza, e sudesenvolvimento. Sensação de despersonalização de valores individuais em nome de um demagógico imperativo coletivo...

A bandeira do Brasil nas mãos de um campeão de Fórmula 1 ou a Taça da FIFA nas mãos da Seleção Brasileira, ou mesmo um cidadão de estratos não privilegiados na Presidência da República, podem não significar nada mais do que símbolos ilusórios, símbolos postos ao bel prazer daqueles que, rebeldes ao reconhecimento e respectivo incentivo das realizações individuais ao seu alcance apresentadas, somente sabem enaltecer "o Poder". E não o fazer, o ser, o superar-se a si mesmo, o vencer...

Elogiar quem progride, publicar sua admiração, não é motivo de egoísmo, imprudência ou vergonha. É fator de ânimo aos potenciais latentes. Sem por isto ser desprezo ao senso do social... É fator de educação, gratidão e reconhecimento. Em especial daquilo que se faz, como uma obra de arte grupal e musical, em integração e promoção do amor à vida...

Este assunto é tão importante, e julgo tão necessário abordá-lo, que resolvi tratar dele aqui... Ter consciência do social é preciso. E ser social é também aplaudir, eloquentemente, quem faz por merecer a bem da felicidade geral... Mais ainda quando graciosamente...

domingo, 8 de março de 2009

Pelo Dia Internacional das Mulheres

Mulher...

Criatura da qual nenhum de nós esquece

Berço esplêndido do ser desde a concepção
Alicerce da vida já na gestação
Acalento natural de seio amor-nutrição

Beleza, doçura, destreza, afeição que aquece
Artesã social sobremaneira distinção
Atenta pura candura feita inteira emoção

Brilho humano inquietude que coração enobrece
Amiga fiel companheira inspira poema e canção
Adoradora de Deus no lar sustenta oração

Base a um grande homem é um feliz alicerce
Amorosa e altaneira transforma pedra em paixão
Aplicada e diligente sustenta em Alma e razão

Às mulheres que eu conheço
Às mulheres dos meus amigos
Às irmãs, filhas, sobrinhas
Às cunhadas, primas, comadres
Às mães solteiras e às casadas
Às guardadas e às desviadas
Às perdidas e abandonadas
Às doentes, sadias ou saradas
Às santas e às pecadoras desesperadas
As Mãos Santas de Maria as façam realizadas...!

Feliz Dia Internacional da Mulher 2009...!

Beijos!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mais Sobre o Orkut e Sítios de Relacionamento

Recebi, semanas atrás, uma reflexão de autoria de um professor de Informática preocupado em alertar à sociedade brasileira em especial sobre o que existe em torno do Orkut. Justamente tema que enfoquei em minha última postagem.

Ora, o bem intencionado autor acima mencionado afirmou que o propósito e o maior triundo do Orkut seria obter informações de uma classe privilegiada da população brasileira. Ao que apresenta a questão: “Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve?”. Seguida de comentários de que em outras culturas há hesitação em participar suas vidas e dados de intimidade de forma irresponsável e leviana, assim... E referindo-se ainda a telefonemas que participantes daquela comunidade virtual de relacionamento poderiam ou teriam recebido já, por conta de especulações de delinquentes, e outras tantas! Fala de exposição de contextos de vidas de titulares de perfis que publicam fotos de família, viagens, expõem recados e mais recados, referências patrimoniais e tudo o mais que podemos lá ver. Que, na maioria dos casos, jamais seria publicado pelas colunas sociais que mostram mesmo gente que realmente faz e faz a diferença! E não simplesmente quer ser sem jamais exercer o que de fato importa à construção e à defesa de valores econômicos e ou sociais de forma evidentemente compromissada. Descontado o que aparece acessória ou contingencialmente por, digamos, “carona”! E conclui recomendando aos incautos alienados e alienistas os cuidados que entende por bem adotarem. Para que não venham a ser objetos de planos de extorsão, seqüestro e outros delitos mais!

Bem, ele somente não comentou que, se o bandido ligar para extorquir dinheiro, você pode denunciar à Polícia e tomar providências outras que julgar necessárias. E tampouco que muito do que é apresentado em vários perfis do Orkut, e outros sites de relacionamento com assiduidade brasileira acima de qualquer outra, o é justamente devido à precariedade da população brasileira! E que a população brasileira muitas vezes ve-se na conveniência de participar de sistemas como Orkut e outros similares porque nele tem uma capacidade de integração social por potencial de comunicação compartilhada excepcional. Não raro suprindo assim deficiências da também brasileira mídia convencional, em nossas necessidades de interesse isento por defesa dos direitos individuais, normalidade democrática, ordem comercial e econômica e qualidade cultural presencial. Por vícios sociologicamente dados em decorrência de nossa condição e evolução histórica.

Ora, o que publicamos no Orkut publicaríamos na lanchonete, no local de trabalho, no círculo de vizinhança e onde mais temos acesso. E se acharmos por bem. Sites de relacionamento oferecem mesmo riscos de exposição. Mas o dia a dia também! Tanto na realidade da internet como na natural, estamos expostos a riscos os mais diversos. Cabe a cada um de nós ter o bom senso e não sermos ridículos ao ponto de querermos nos afirmar ali pelo que não conseguimos em nossas realidades naturais. Ninguém engana ninguém, ninguém é bobo, ninguém é tolo. Apenas pode estar ou ser sujeito temporário à ilusão, ou à distração! Muitas vezes admitida por esporte ou pedagogia! Cabe a quem de interesse expor o que se lhe interessa, de acordo com o que se lhe parece melhor. E viver, sem medo de interagir, sem medo de fazer viver. Sem perda de capacidade comunicativa essencial, num País em que a mídia é atrelada a Governo. E em que Governo não é necessária ou seguramente sinônimo de discernimento institucional, isenção político-administrativa, integridade e respeito pela democracia, pela família, pela livre iniciativa, pela livre negociação, pelo contribuinte, por consciência religiosa, e também por Deus...