sexta-feira, 2 de maio de 2014

Consultas Públicas e Representatividade Governativa

Acabo de comentar uma postagem de um amigo também virtual em uma rede social, na qual ele compartilha um banner associado ao tema de uma enquete pública feita pela Câmara dos Deputados. Enquete esta que teve como resultado um índice de 73,5% positivo em favor da legalização da maconha no Brasil.

Meu comentário, que tem valor também para outras consultas públicas e várias iniciativas de "governo participativo" muitas das quais servem mais para engodo proselitista político que qualquer outra coisa, tem o seguinte teor:

Uma imbecilidade é o que estamos vivendo. Deputados Federais fazendo enquete para apurar a opinião pública sobre um assunto como estes. Se eles foram eleitos, o foram como representantes da população com acreditamento a que pudessem tratar dos assuntos de interesse público sem ficar consultando a "opinião pública" para defender o interesse nacional ao que de boa seriedade... Quando temos Governo e parlamentares fazendo consulta pública para tudo, temos indícios de que pagá-los para estar lá poderia não ser tão justificado assim... Acredito que muitas das respostas positivas à consulta tiveram base numa atitude: "vamos responder que sim, para ver o que eles fazem"...

Algo Mais que Politicamente Admitir é Preciso

Imagina você receber uma mensagem, de maneira compartilhada, socializada e sofisticada, na calada da noite, contendo o seguinte conteúdo: "Estamos pensando em dar um golpe no Paraguai. Se não der certo, vamos dar um no Uruguai. Se não der certo, vamos dar outro no Paraguai para dar certo do jeito que tiver que dar."

Imagina agora se não seria de se estimar que esta mensagem poderia ter sido difundida pelo Governo de um País que não é o nosso, no nosso caso o Brasil. Imagina também se não poderíamos estimar que esta mensagem poderia ser difundida por alguém de nosso próprio Governo, "lobbista" porcaria, tão porcaria quanto o estrangeiro que a poderia ter difundido na primeira hipótese, interessado em causar confusão e insegurança institucional em relação a origem de mensagens da mesma natureza. Numa condição socioambiental e política em que nosso Governo não é por excelência exemplar no cumprimento de suas rotinas administrativas e nas suas relações administrativas para com o cidadão.

Imagina isso tudo, pensa nisso, e projeta se não são imbecis todos aqueles associados em origem a mensagens como esta. E se não agem como que igualmente imbecis os que acovardados se põem de banda para abordar com eficaz responsabilidade este fato amplamente exposto a nós. Mesmo que no anonimato da calada da noite... 

Imagina também Psicólogos e outros profissionais do Comportamento, em tão avançado estado de desenvolvimento tecnológico, tentarem apaziguar os ânimos de abordagem deste assunto sugerindo que tais possibilidades de comunicação não devem ser consideradas e que toda percepção em dimensão análoga ao que temos cientificamente denominado de transmissão em alta frequência e ondas moduladas é apenas coisa psicológica...

Imagina, então, quem é imbecil e quem não é...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Estado Forte Somente Com Povo Forte...

Quando uma Chefe de Estado afirma que o Estado precisa ser fortalecido ela reconhece que o Estado que ela chefia e herdou é fraco ou mesmo sem desenvoltura e isenta seriedade... 

Isto se dá muitas vezes por uma necessidade pessoal de aquisição de respeitabilidade pública diante de sua própria Nação ou mesmo do mundo inteiro. Uma forma de defesa diante de um contexto em que se sente impotente para solucionar o que é imperativo senão emergencial. Frente aos prejuízos decorrentes da deficiência e ineficácia estatal.

Entretanto, isto não resolve o problema e apenas serve para projetar uma imagem de interesse numa solução ao que muitas vezes não se dedica compromisso isento ou não tendencioso. Verdadeiramente democrático e embasado no direito público.

Pertençamos ou não a instituições de direito privado, civis ou religiosas, quando consideramos o que é público haver e interesse, até comercial ou economicamente considerados, não são nossas normas privadas particulares as consideradas para nossa análise de segurança socioeconômica. Mas as normas públicas com as quais podemos reivindicar ordem e qualidade administrativas, econômicas, ideológicas, legais, políticas e sociais públicas associadas aos lastros institucionais. Para projetos econômicos, educacionais e humanitários. Quando nossos confrades institucionais de outros países, irmãos de fé ou noutra condição de fraternidade ou laços de compromisso filantrópico ou ideológico que temos, analisam nossas condições socioeconômicas para investirem seus recursos financeiros, de tempo e trabalho em nosso País, não são as garantias particulares ou normas privadas pares que consideram. Mas nossa realidade funcional e legal publicamente reconhecida...

Nisto temos o cerne de nossa qualidade de vida e respeitabilidade econômica e moral e cívica. Na eficácia disto tudo que traduz a realidade de um País: nação, povo e território. Território publicamente estabelecido e publicamente sustentado. O resto no que concerne são apenas adjacências... Tenham elas o peso que possam querer ou realmente ter neste processo...

Quando uma Chefe de Estado, ou um Chefe de Estado, expressa que o Estado precisa ser fortalecido, deve essencialmente lembrar que um Estado é apenas o reflexo do que tem em efetivos valores o povo em função do qual existe... Em relação de interdependência direta com o que deve reconhecer também quanto ao que o mesmo povo precisa ser forte em tudo... 

Pensar somente nas necessidades de fortalecimento do Estado é estúpida e pueril demagogia... Vender esta ideia ao povo é hipocrisia...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

FHC e Descriminalização das Drogas

Acabo de ler trecho de entrevista com o ex-Presidente da República Federativa do Brasil, Sociólogo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), membro da Academia Brasileira de Letras, em que se divulga sua opinião favorável à descriminalização das drogas no Brasil.

Não pude, em cidadã sã consciência, deixar de comentar, na rede social em que também tenho participação. O que partilho aqui:

Prefiro a opinião de especialistas... Não costumo opinar sobre assuntos que não conheço bem. Independente do que se possa concluir sobre o assunto, não creio que FHC tenha embasamento para recomendar ou não o que não conhece bem. A boa referência, também não tenho experiência sobre os efeitos nocivos das drogas. Entretanto, enquanto com alguns estudos biológicos por conta das minhas pesquisas em Agropecuária, condicionamento físico desportivo e Saúde Humana, sabedor que a exposição cerebral ou tecidual a efeitos químicos até mesmo da fumaça de cigarrro causa poluição, potencializa a necrose e a formação de tumores fatais. Algumas drogas chegam a cauterizar quimicamente o cérebro. Tive um conhecido na juventude que perdeu as faculdades de expressão facial natural por causa do consumo de drogas. Se nosso ex-presidente permanecer com sua opinião sobre a descriminalização da droga apesar destas referências, garanto que, se é que já votei nele um dia, NUNCA MAIS VOTO...!

segunda-feira, 24 de março de 2014

ORÇAMENTO PÚBLICO BRASILEIRO NÃO CONTEMPLA OBB 2014

O Governo Brasileiro, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, suspendeu a liberação de verbas de sua participação no orçamento de R$120.000,00 apenas, para apoiar a realização este ano no financiamento da Olimpíada Brasileira de Biologia, base para seleção dos representantes brasileiros na Olimpíada Íbero-Americana e na Olimpíada Internacional de Biologia. Em que os estudantes brasileiros acumularam mais de 30 medalhas em 10 anos de participação.

Veja aqui como seria bom se você apoiasse as Iniciativas T.S. SAL com aquisição do livro Curiosidades Sobre a Bíblia e a Doutrina Cristã: de acordo com o programa assistencial associado à renda líquida das vendas do livro, que contempla o suporte à Educação (precipuamente bolsas de estudo universitárias e de capacitação técnica e equipamentos para escolas), se nossas vendas estivessem a compatível movimento, com certeza a T.S. SAL Editora poderia considerar apoiar também esta iniciativa. Além dos frutos de formação sobre o legado de Deus por Ele a nós providenciado com que há alcançável na Bíblia. Essencial para todo discernimento e felicidade em seus ensinamentos alicerçados.

Saiba mais sobre o contexto da OBB 2014 através dos seguintes links:
http://www.anbiojovem.org.br/noticia.html?uri=Governo-nao-apoia-Olimpiada-Brasileira-de-Biologia
http://anbio.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=735&catid=34&Itemid=735

terça-feira, 18 de março de 2014

RENTABILIDADE DO FUTEBOL BRASILEIRO, CUSTO DA COPA E MAIS

A renda total de ingressos nos principais campeonatos foi menos que 50% do custo da Arena Brasília. Isto significa que os custos das Arenas da Copa somente serão compensatórios aos investimentos realizados se, e somente se, a arrecadação comercial e fiscal decorrente da realização da Copa FIFA 2014 for superior aos mesmos. Isto falando-se somente dos eventos 2014. A médio ou longo, muito longo, prazos, poderão ser justificados se houver arrecadação compatível. Fora isto, o Futebol somente provocará retorno econômico do investimento se o movimento comercial e fiscal envolvendo transmissões dos jogos, comercialização de produtos oficiais e faturamentos oficialmente registrados o viabilizarem.

Veja a entrevista de Heródoto Barbeiro com Cosme Rímoli:

terça-feira, 4 de março de 2014

Posições Políticas: Breves Considerações

Não raro somos vistos de frente para formulários de redes sociais ou instituições com propósitos sociológicos, requeridos a definir nossas posições político-ideológicas. Frequentemente, com opções objetivas sobre se somos capitalistas, comunistas, socialistas, respectivamente de direita ou de esquerda. E ainda com opções de Centro...: centro, centro-direita, centro-esquerda!

Ora, qualquer que seja a opção ideológica que alguém pode por bem assumir, sempre haverá uma conotação clara sobre sua tendência fundamental: de direita (tradicionalmente conhecida como "capitalista") ou de esquerda (associada ao comunismo ou a outras formas de socialismo).

Há entretanto muitos de nós que, ao apresentarmos nossas definições, o fazemos adotando uma definição mista: de centro-direita ou centro-esquerda! Como traduzindo uma certa flexibilidade ideológica na prática, com sentido de assumida defesa de parâmetros congruentes às duas correntes!

Tais expressões de comum afinidade têm relação com valores capitais e valores sociais. Que ambas as correntes, de direita e de esquerda, não têm como deixar de considerar na contingência da ordem natural em que a humanidade se insere! O que reflete que ambas as correntes não têm, de maneira nenhuma, condições de elaboração de planos de ação governativa sem considerar toda forma de capital e o fator social! Em que o recurso humano, na plenitude de sua natureza psicossomática e sociológica é o mais determinante para toda solução socioeconômica de produção de resultados a nós imperativos! 

O ser humano, com sua natureza biológica, psicológica e sociológica em grupo dada, não pode prescindir do capital material, há tempos representado pelo dinheiro como meio prático de pagamentos e trocas patrimoniais não feitas em gêneros naturais. Tampouco o que há de capital financeiro ou natural tem serventia sem o trabalho humano de qualidade ao melhor termo.

Logo, esta história de se dizer de centro-direita ou centro-esquerda nada mais é que se dizer de direita ou de esquerda com sensível consideração para a realidade inquestionável dos fatores essenciais a toda condição de governança e a toda necessidade de produção. De bens e serviços.