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domingo, 14 de março de 2010

No pecado, somos alicerce ao demônio...

Acabo de chegar da Santa Missa deste Domingo do Senhor. Em que mais uma vez tive a graça de honrar a Sagrada Aliança a qual abracei pelos sacramentos do Batismo, da Eucaristia e do Crisma. E assim participar da Sagrada Ceia pelas benesses de Deus.

Entretanto, devo fazer notar que, durante a mencionada celebração, percebi a presença de algo mais no ar além do que o simplesmente natural. Percebi, ao par de outros presentes, alguém tentando perturbar a atenção santa dos ali reunidos para fortalecerem-se na honra a Deus, na busca da reconciliação a uma vida pefeita e santa. No Caminho, Verdade e Vida que conduz ao Paraíso Eterno de paz a todos os homens de boa vontade aberto.

O demônio decerto estava ali, agindo sorrateiro e escondido. Como o fazem os ratos ocultos nos ocos das paredes ou nos porões. Naturalmente apreensivo quanto à possibilidade de, sendo claramente reconhecido e visível, ser portanto combatido, reprimido, repudiado. Ele, fofoqueiro, intrigante. Que serve-se de momentos de humildade humana, para tentar conduzir-nos à baixa estima, à depressão, a um sentimento de "profunda culpa" pelos nossos pecados. Para reduzir-nos a impotentes para a vida, inúteis nos nossos potenciais de oração e proximidade para com Deus e nossos próximos. Então, decerto servindo-se de algum dos presentes que, por distração ou excesso na noite passada, cometera desvios que pela sua consciência de valores não deveria ter cometido. Naquele momento sagrado sendo por isto utilizado como um "cavalo". Como um sustentáculo a um enxerto de um ramo diferente que nele se põe para proliferar com raízes outras. Pois, com suas próprias, provavelmente o ramo enxertado não teria condições melhores de adentrar a terra em solo áspero, vamos dizer...!

A presença do inimigo foi notada pelo que o mesmo propagou em inusitadas tentativas de contaminar uma reunião de propósito santificante e salvífico. Com lembranças de imperfeições de lideranças comunitárias. No caso, minhas. Tentando inserir, nas mentes e nos corações de todos os comigo reunidos em culto divino, valores desvirtuados de certa experiência que tive décadas atrás. Quando fui conduzida testemunha de grave pecado coletivo contra a integridade de um colega de ensino primário. O diabo estava hoje tentando projetar na comunidade uma imagem falsa minha. Tentando denegrir meu verdadeiro caráter e assim introduzir uma falsa imagem de inconsequente e irresponsável, sem dignidade moral. Uma de suas artimanhas, assaz utilizada perante todos aqueles que ignoram a sabedoria ensinada pelo Senhor, a nós por Ele legada através das Sagradas Escrituras.

Resolvi partilhar isto de público, como valioso sinal de alerta e esclarecimento que é. Como valor útil ao que é-nos essencial admitir, para a felicidade de cada um de nós e de nós todos como população humana capaz de ser efetivamente danosa ao asqueroso condenado danado, maldito, rebelde contra o Senhor da Vida. Felizmente, já temos entre nós um valioso consenso para admitir esta realidade. Sinal de que o discernimento a nós desejado por Deus, a nós que somos a Ele assemelhados, e não somente parecidos, está cada vez mais evidente. E de que o demônio está perdendo, cada dia mais, batalhas e mais batalhas. E de que a vitória desta guerra também mística será de Deus e de todos os Seus...!

A bem do entendimento público de todos os que lerem este artigo, esclareço que a experiência que testemunhei foi a de exploração sexual de um inocente. Na qual minha consciência não permitiu que eu tivesse paridade. Mas que entretanto, por infelicidade, minha insegurança não permitiu que eu denunciasse então. Insegurança tal relacionada ao que estimava poder ser efetivamente providenciado a bom termo no âmbito da sociedade cuja precariedade cultural eu vi-me então. Uma tristeza. Talvez até mesmo minha insegurança tenha se dado por uma certa estimativa de valores legais, não sei, caso eu denunciasse, sem condições de provar então, um grupo de dezenas de colegas de escola explorando um pequenino inocente o qual então já estava vitimado sem que eu tivesse condições de evitar. Diferentemente do que pude providenciar noutra ocasião, a bem da integridade de outrem.

"Ai de quem não procurar a sabedoria." "Ai de quem não apregoar a sabedoria." "Ai do tímido." "Procurai as ciências e a sabedoria." "Glória a Deus nas Alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados."

Sim, o cavalo humano linhas acima mencionado teria sido um infeliz que recentemente decerto cometeu grave deslize. E que assim ficou frágil para servir de suporte para a presença atrevida, ainda que escondida, do contaminante maligno murmurante e sussurante perturbador de toda iniciativa santa de aproximação do ser humano para junto do Senhor. Não sabemos quem dentre os presentes foi infeliz a este ponto. Mas sabemos, muitos de nós, que algum de nós ali presentes decerto naquele instante sentiu o peso da sua fraqueza na vigilância. E que portanto sentiu a infelicidade das consequencias da negligência. E que, pela maturidade da assembléia ali reunida, reconheceu, conosco, que doravante tem mais motivos para evidentemente ter mais cuidado com a vida.

Durante a Missa, refletindo sobre o assunto, lembrei também de que, após a morte carnal, entramos num processo de plenitude de discernimento amplo sobre tudo o que passamos na vida. Em que aflora, publicamente perante todas as Almas as quais nos veem, toda a nossa experiência de vida segundo as nossas consciências... E comparei a dimensão do que experimentei na Missa deste domingo, relacionada a um único momento de pecado por algum de nós cometido, com a dimensão ampla da projeção de todos os pecados por nós cometidos em toda a nossa vida. Em meio a uma multidão de Almas, da Hierarquia Angélica e da Santíssima Trindade, segundo a sabedoria divina. E achei por bem lembrar, a quem eu pudesse, sobre o peso de cada uma destas situações. A bem do que é necessário para a felicidade nossa já aqui na Terra e também para a vida eterna que é alcançável para cada um de nós. O Espírito Santo como que persegue até o maior dos pecadores, "com gemidos inefáveis", para que se converta, se reconcilie, e viva... Livre de todo mal, para sempre, junto com todos os eleitos de Deus ao Paraíso...