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domingo, 20 de dezembro de 2009

Por Quem Somos, e Devemos Viver

Após levantar neste Dia do Senhor, quando levantei ouvindo um som alto de um jovem amigo, meu vizinho. Na sua condição socioeconômica brasileira, e familial. Um som da moda jovem contemporânea, sugerindo sua disposição para viver. Mas um som de música que, se analisarmos calmamente, com facilidade podemos reconhecer como não saudável: pronúncias não claras, entonações desanimadas, lamentadoras, tristes. Como que revelando desapontamento, derrota, impotência. Quando na realidade quem o produziu e quem o ouve teria capacidade enorme de sobrepujar toda dificuldade ali retratada.

Desde ontem refletindo sobre minha mensagem de Natal, e de fim de ano, sobre se deveria publicar o site de minha empresa agora praticamente revisado, a uma sociedade da qual não tenho recebido uma resposta social e em vendas condizentes com nossas necessidades comuns relacionadas ao produto que lhe ofereço, liguei coisa com coisa e pensei no sermos gente.

Lembrei de lembrar que meu amigo não teria feito uma oração ao despertar, possivelmente. Mas, sem descartar o contrário, lembrei de lembrar algo essencialmente valioso a quem pudesse ler minha mensagem natalina. Quando bradamos fortemente, na defesa do respeito a nós, que "somos gente", o fazemos porque o senso de ser gente tem procedência divina. De Deus, que por sermos gente, e fazer questão disto, fez-Se humano em respeitosa solidariedade a nós... Acredite... E leve a sério, profundamente, isto tudo...

No Natal de Jesus Cristo, o que comemoramos não é "apenas" o nascimento do Salvador do Mundo. Mas um ato divino a bem da honra divina a um projeto maravilhoso de felicidade e vida em plenitude para cada ser humano contemplado com isto. E a isto devemos ser atentos, ser gente...

Ao despertarmos para isto, despertamos para sermos gente em Deus dia e noite e noite e dia. Com o discernimento de gente, não de animais. De que somos criaturas especiais, diferenciadas, nascidas com capacidade de "fazer a diferença" entre todas as demais. Devendo gratificar a Deus por isto, por toda a nossa vida. E em particular momento no Natal de Jesus, Deus feito homem por amor por nós, em honra do Seu Santo Nome. E assim vivermos condignos perante Ele e nós mesmos, perante toda a humanidade, e cada pessoa a nós próxima. No devido senso, responsáveis, progressivamente, pela libertação de cada ser humano no rumo da vida eterna. Nada mais, nada menos. Uma tarefa árdua, mas extremamente valiosa. E gratificante.

O que somos de gente, o bom que somos, é o Senhor da Vida presente em nós e entre nós. Por Ele devemos viver e fazer viver. Somos e poderemos ser vivos, calorosos, decentes, nobres, "respeitável público" e respeitosos seres. Por meio dos Seus dons, cantamos, falamos, escrevemos, planejamos... Por Ele aprendemos e ensinamos, curamos e conversamos. Por Ele temos condições de sorrir, plantar, cultivar e colher. Por Ele, Pai Eterno feito Filho Humano devemos procurar viver... A Ele devemos o que somos. E Ele devemos comemorar a todo momento, seja na Sua ressurreiçao, seja no Seu nascimento profetizado e confirmado conforme as Escrituras...

Desejo a todos os que lerem este artigo um Feliz Natal! Uma conversão permanente, perdão indo e vindo, justa reparação, e plena reconciliação. Com o próximo humano e com Deus próximo e dentro de nós, ao menos enquanto nossos corpos puderem ser mantido dignos de sermos Templos do Seu Espírito Santo...